Plutão, volta que estás perdoado...

Depois de dúvidas colocadas (e já esclarecidas) em blogue vizinho, surge agora a explicação dos profissionais...
«Plutão foi reclassificado e já não é um planeta.Agora o sistema solar só tem oito planetas.De que forma isto afecta a Astrologia? Não afecta.
O núcleo interpretativo da Astrologia opera, na verdade, apenas com cinco planetas – Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno – para além do Sol e da Lua. Estes são os corpos celestes visíveis, aqueles que usaríamos se tivéssemos de traçar um mapa astrológico sem o auxílio de qualquer tecnologia (neste caso, computadores e telescópios). Foram usados pelos astrólogos do passado, durante milénios, para fazer interpretações cuja objectividade e precisão ainda hoje nos deslumbra.
Neste contexto, os argumentos sobre a reclassificação de Plutão, sejam a favor ou contra, tornam-se irrelevantes. Trata-se aliás de uma classificação que segue critérios astronómicos, e que, nessa perspectiva, faz todo o sentido.E para aqueles que alegam que a “perda” de Plutão implica uma diminuição do simbolismo astrológico, recordamos que a Astrologia tem funcionado perfeitamente, desde há milénios, sem este planeta. Os conceitos de morte, renascimento, transformação e sexualidade, popularmente atribuídos a Plutão, já existiam no sistema astrológico muito antes de 1930, data da descoberta oficial de Plutão.Assim, a morte é associada à Casa VIII e a Saturno; o renascimento está naturalmente ligado aos ciclos do Sol e da Lua, enquanto a sexualidade está ligada a Vénus. Quanto à transformação, trata-se de uma espécie de eufemismo para fugir à ideia de morte, que tanto assusta a sociedade actual.
A reclassificação de Plutão não é, portanto, um problema para quem conheça realmente Astrologia. O grande problema é que muitos dos actuais astrólogos são incapazes de fazer uma interpretação consistente e prática, recorrendo aos planetas clássicos (os que são visíveis); preferem, em vez disso, fazer dissertações fantasistas, baseadas nos três planetas lentos (Urano, Neptuno e Plutão).
Numa fase em que assistimos ao aparecimento de tantos novos corpos celestes no sistema solar, é talvez altura dos astrólogos ponderarem sobre o verdadeiro papel destas novas “aquisições” na interpretação astrológica. Há que estabelecer um padrão baseado em critérios astrológicos, de acordo a lógica do próprio sistema.
Mas para fazer isto é preciso saber Astrologia…»
In blog «Primum Mobile» dos astrólogos Luís Ribeiro e Helena Avelar

1 Comments:
Pois... ainda bem. Fico mais calmo ao saber isso:) beijo
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